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A fauna do cerrado vive em uma área que ocupa cerca de 25% do território nacional, sendo 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país. Além de ser rica e heterogênea, é um patrimônio que exige atenção para que perdure sem risco de extinção.

 

Neste artigo, vamos destacar algumas características do cerrado, alguns dos animais ícones dessa fauna e a ameaça que o desmatamento tem trazido ao bioma.

 

 

O cerrado.

 

O cerrado brasileiro é um dos seis biomas brasileiros, caracterizado como uma savana, a mais rica do mundo considerando a sua biodiversidade. É uma região de transição entre bosques e prados, abrigando diversos ecossistemas, bem como as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Bacia Amazônica/Tocantins, Bacia do rio São Francisco e Bacia da Prata.

 

 

A fauna do cerrado.

 

Segundo o portal todamateria, “a fauna do Cerrado é riquíssima e conta com diversas espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos, sendo que muitas delas só existem nesse local.

 

Pesquisadores apontam que existe cerca de 320.000 espécies de animais neste bioma, sendo que desses 90.000 são espécies de insetos, os quais desenvolvem um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas.

 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, vivem no cerrado cerca de:

 

  • 200 mamíferos;
  • 830 aves;
  • 180 répteis;
  • 150 anfíbios;
  • 1200 peixes.

 

Além disso, o cerrado ainda abriga:

 

  • 13% de borboletas;
  • 35% de abelhas;
  • 23% de cupins dos trópicos.”

 

Destacam-se como ícones dessa fauna tão diversa alguns animais, como:

 

 

Lobo-Guará

Lobo Guará

Lobo Guará no cerrado. Imagem todamateria

 

Talvez o animal símbolo da fauna do cerrado, o lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul, pode pesar até 30 kg e medir 1,15 m de comprimento. É recorrente em campos abertos de vegetação rasteira e, infelizmente, encontra-se ameaçados extinção.

 

 

Tamanduá Bandeira

Tamanduá Bandeira

Tamanduá Bandeira. Imagem todamateria

 

O o tamanduá bandeira não era exclusivo do cerrado brasileiro, pois era encontrado em outros países da América Latina, onde foi extinto. É muito popular no imaginário coletivo devido ao formato de seu focinho, adaptado para caça de cupins e formigas.

 

Geralmente tem entre 1,8 m e 2,1 m de comprimento e 41 kg de peso e são geralmente solitários, ocupando áreas de até 11,9 km², habitando entre campos abertos, florestas e rios.

 

 

Ariranha

Ariranha

Ariranhas. Imagem todamateria

 

Esta espécie ganhou uma certa antipatia em Brasília por conta da morte do sargento do Exército Sílvio Delmar Holenbach, que entrou no fosso que as abrigavam no zoológico de Brasília para salvar um menino que havia caído ali.

 

Apesar da comoção em torno do caso, a Ariranha é muito comum no cerrado, em regiões próximas a rios onde vivem em grupos, construindo suas tocas com raízes de árvores. Vivem cerca de 20 anos, podendo chegar a até 1,8 m e 45 kg. Geralmente habitam

 

As Ariranhas estão ameaçada de extinção, principalmente devido a contaminação dos rios.

 

 

Jaguatirica 

Jaguatirica

Jaguatirica. Imagem todamateria

 

A jaguatirica é um mamífero carnívoro de hábitos noturnos, às vezes confundido com a onça pintada. É um animal de porte médio, com 72 a 100 cm de comprimento e entre 7 e 15,5 kg de peso. Em cativeiro, a jaguatirica vive o dobro do que vive em estado selvagem, chegando até 20 anos.

 

 

Ameaças à fauna do cerrado.

 

A riqueza da fauna do cerrado está ameaçada, uma vez que a região concentra a maior parte do agronegócio brasileiro, impactando diretamente no cotidiano do bioma. Motivo que tem colocado diversos animais em risco de extinção. Dados apontados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade indicam que mais de 130 espécies estejam nesta situação.

 

 

 

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Imagem em destaque: shutterstock