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Qual é o seu perfil? Viver à sombra dos arranha-céus de Nova York ou à altura das fachadas coloridas de Estocolmo? Independente do gosto, a verticalização das cidades é a única solução para as metrópoles mundiais cada vez mais adensadas? Ou as pessoas reagirão à falta de espaço adotando uma opção de vida minimalista? 

A verticalização das cidades teve início no século XIX, com a eclosão da indústria do aço nos Estados Unidos e a criação do elevador. E o que no início soava como extravagância e exibição, uma disputa entre engenheiros para ver quem conseguia ir mais alto, logo se massificou para conter o crescimento ilimitado das metrópoles americanas que se espalhavam por áreas enormes.

Nas cidades contemporâneas, a verticalização é uma constante universal do urbanismo, sendo que em cidades como Dubai e Cingapura se tornou um símbolo da força de suas economias.

Independente da oponência dos grandes edifícios, a verticalização das cidades é uma resposta para a demanda crescente por habitação nos grandes centros. Mesmo em Brasília, limitada na altura pelo tombamento, surgiu Águas Claras, que já conta com prédios com mais de 30 andares em sua paisagem.

Então fica a pergunta: a verticalização das cidades é inevitável? Este questionamento só é relevante porque existem impactos polêmicos na dinâmica urbana quando começam a surgir os arranha-céus, como por exemplo: aquecimento térmico, menor ventilação, alto adensamento de pessoas e de trânsito em pequenas áreas, etc. Efeitos que afetam não só a vida dos grande edifícios mas de toda a vizinhança.

A dificuldade da metrópole em se polinuclealizar, deixando de ser dependente de um único centro metropolitano, agrava as consequências negativas da verticalização das cidades. Por outro lado, todos querem viver próximo ao centro onde tudo acontece e perto do trabalho, obrigando o adensamento por verticalização. Então qual a solução?

Na última década, a geração millenial têm reagido ao perfil altamente consumista das gerações anteriores. E estando muito mais preocupada em comprar experiência em detrimento à posse, estas pessoas começaram a se adaptar a uma vida minimalista.

Não vamos confundir o perfil de vida minimalista com o estilo de design homônimo, iniciado com os trabalhos de Robert Morris e Anne Truitt. O minimalismo aqui se trata de uma forma de se viver em que “menos é mais”. É optar por espaços menores e pragmáticos, com poucos móveis e peças de decoração, visando facilitar o ir e vir da pessoa.

Para os millenials, o mundo digital substitui estantes, armários e escrivaninhas. Fazer compras não é terapêutico, é desperdício. E devido à consciência sustentável, desperdiçar está fora dos planos. Descartar, trocar ou compartilhar é que é a nova realidade. O apartamento é às vezes só local de pernoite e ás vezes é home office.   

Isso ilustra como a relação entre as pessoas e o espaço está mudando. Para uma geração desapegada que deseja viajar o mundo, um imóvel grande é um peso desnecessário e custoso para a vida. Eles preferem liberdade e dinheiro no bolso.

Dito isto, como ficam nossas cidades? Será que esta tendência minimalista de vida afetará o desenvolvimento de nossas cidades? Ou a verticalização das cidades é uma realidade intrínseca ao mundo em que vivemos?