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A população com 60 anos ou mais tem se tornado cada vez mais representativa devido a melhora na qualidade de vida e refletindo na longevidade. No Brasil a população idosa teve um crescimento de 18%, é o que mostram os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios divulgada em 2018, o que significa 30,2 milhões de idosos [1] o que geram novas demandas e expectativas.

 

Com a mudança no estilo de vida, a “nova” terceira idade, além de possuir um perfil mais ativo, revolucionou o seu cotidiano com novos objetivos e demandas, prezando bastante pela qualidade de vida. Se antes um imóvel para este público era apenas o mesmo apartamento onde o casal passou toda a vida, agora esta realidade mudou, havendo unidades planejadas para eles.

 

Por outro lado, adquirir um imóvel novo está fora do planejamento da maioria dos idosos, uma vez que longos financiamentos estão fora de cogitação. Então, como os idosos têm encontrado imóveis adequados às suas necessidades?

 

Esta e outras questões responderemos a seguir.

 

 

Perfil da “nova” terceira idade.

 

Os novos idosos passaram a maior parte da vida provendo a família, sacrificando-se para oferecer as melhores oportunidades aos filhos. Depois de tanta luta, querem usufruir agora o que a vida oferece. Por isso têm um perfil bem mais consumista que o das gerações anteriores, consumindo principalmente experiências como jantar fora, cinema e viagens.

 

Esta nova terceira idade conquistou direitos para pessoas acima de 60 anos dos quais é muito consciente, fazendo questão de usufrui-los sem constrangimento, como fila e vaga preferencial, meia-entrada, gratuidade de transporte, etc. É uma geração que não tem vergonha de viver e se enxerga muito diferente do velho clichê do “vovô aposentado”.

 

Imóvel para a terceira idade

Os novos idosos têm uma vida mais ativa.

 

Por serem mais ativos e zelosos com a saúde, estão prolongando a vida de forma dinâmica, mesmo quando sozinhos. Seja o idoso viúvo ou divorciado, ele não estaciona na vida e nem aceita a solidão, mantendo círculos sociais ativos e ate compartilhando imóvel com outras pessoas da mesma idade.

 

 

Imóvel para a terceira idade.

 

“Os “novos idosos” querem mobilidade com qualidade. Idosos com longevidade escolhem, seja para viverem sós ou com um parceiro, lugares práticos, com menos firulas e abrem mão de coisas que em outros tempos seriam impensáveis, como cozinhar em casa. Eles estão definitivamente repensando a questão moradia.” [2]

 

A preferência é cada vez maior por apartamentos menores, mais compactos, visando a preocupação com a praticidade no dia a dia. E se o espaço interno é reduzido, a compensação vem nas áreas comuns do condomínio. Seja a área de lazer, o espaço gourmet para receber os amigos e até o espaço kids para levar os netos.

 

O apartamento é planejado para se adequar à algumas necessidades da idade. Desde pequenas soluções como móveis baixos e de cantos arredondados, gavetas com alças, prateleiras motorizadas, sensores de luz no corredor, até itens mais específicos como barras de segurança na parede, vaso sanitário do tipo suspenso e com descarga automática, além de cerâmica antiderrapante nas áreas molhadas.

 

A escolha dos materiais utilizados no apartamento integram os acessórios de segurança à decoração, acabando com aquela cara de hospital indesejada. De modo a se preservar o aconchego e conforto sem abrir mão da praticidade e acessibilidade.

 

 

Como o mercado lida com esta nova demanda?

Imóvel para a terceira idade

A “nova” terceira idade gerou novas demandas para os empreendimentos imobiliários.

 

Então retomando a pergunta inicial: como os idosos têm encontrado imóveis adequados às suas necessidades? Bem, o mercado imobiliário se reinventou para este nicho, cada vez mais atento às demandas desse público em crescimento.

 

Assim, as construtoras têm investido em imóveis menores, mais baratos e acessíveis, com linhas de crédito diferenciadas para essa faixa etária. Além disso, vem inserindo cada vez mais espaços compartilhados nos projetos visando atender à terceira idade e se preocupando com os acessos e equipamentos internos dos prédios, priorizando soluções adequadas ao público.

 

Empreendimentos exclusivos para atender a demanda da terceira idade também já são uma realidade no Brasil. Contando mais com unidades para locação do que para venda, estes projetos capricham nas áreas comuns para incentivar o encontro entre os moradores, a vida em comunidade e uma forte dinâmica de convivência e compartilhamento. Isso tudo associado à uma infraestrutura médica de plantão para qualquer contratempo.

 

[1] Fonte: IBGE

[2] Fonte: QuintoAndar

 

Outros artigos:

 

O futuro da terceira idade.

 

Melhores cidades brasileiras para maiores de 60 anos.

 

O novo perfil do idoso em Brasília.