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“Meus Deus que cidade linda, neste país lugar melhor não há”, Renato Russo cantava [1] o verso que virou slogan da cidade. Mas esse lado de Brasília boa parte dos brasileiros não conhecem, uma vez que muitos elementos e curiosidades da identidade brasiliense são ofuscados pelas noticiário político, muitas vezes negativo.

 

Se por um lado é inevitável associar Brasília à política, afinal é a Capital Federal, por outro devemos ajudar a mostrar que a cidade vai muito além disso, sendo bem mais que o Congresso, os palácios e a Esplanada. É a casa de todos os brasileiros, destino onde todo o Brasil se encontrou.

 

Neste artigo, vamos falar um pouco da Brasília que vai muito além da política, da vida que é vivida aquém das instituições e do poder. A Brasília que é de todo mundo, e que “neste país lugar melhor não há”.

 

 

Brasília é a Capital do Rock.

Brasília aleem da política

As bandas dos anos 80 e 90 consolidaram a cidade como capital do rock nacional

 

O rock nasce simultaneamente com a nova capital brasileira, se tornando um estilo musical popular que combinou bem com as primeiras gerações da cidade, dando voz as diferentes tribos de jovens, e a bandas como o Liga Tripa.

 

No final dos anos 70 e início dos 80, Renato Russo lidera a Turma da Colina, iniciando uma cena musical que estoura em todo o país com alguns dos maiores nomes do rock brasileiro como a Legião Urbana, os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Plebe Rude, Cássia Eller, Raimundos, entre outros nomes.

 

Com toda essa história, o título se tornou mais que merecido, sendo legitimado pela lei n° 567/2015 que faz da cidade a capital do rock nacional.

 

 

Brasília é também Capital do Choro.

Brasília Capital do chorinho

Clube do Choro de Brasília. Imagem: The Guide

 

“O Clube do Choro de Brasília é fundado por músicos que se reuniam na casa da flautista francesa (naturalizada brasileira) Odete Ernest Dias. Avena de Castro, grande amigo de Jacob do Bandolim, é eleito por aclamação o primeiro presidente. Fazem ainda parte do grupo Pernambuco do Pandeiro, que tocou com Carmen Miranda; o flautista primo de Pixinguinha; o trombonista Tio João, da Orquestra da Rádio Nacional; […] Embora não participe diretamente da criação do Clube, o mestre do cavaquinho Waldyr Azevedo, considerado o instrumentista mais popular do país, vivia há anos em Brasília. E resolve retomar a carreira interrompida pelo trauma da morte de uma filha, entusiasmado com a movimentação em torno do Choro. O gênero centenário faz sucesso na cidade mais moderna do Brasil.”

 

Hoje, depois de uma grande luta encabeçado pelo Reco do Bandolim para a consolidação do Clube do Choro, Brasília se tornou berço de talentos extraordinários oriundos do projeto, havendo mais de 1.100 alunos se dedicando ao estilo enquanto estudam na bela sede projetada por Niemeyer.

 

 

Brasília Capital gastronômica.

Brasília Capital da gastronomia

Brasília se consolidou como o terceiro polo gastronômico do Brasil.

 

A união entre os brasileiros de todos os Estados deu liga em Brasília. Mistura que ganhou um tempero todo especial pela influência dos estrangeiros de todo o mundo lotados nas embaixadas na cidade, resultando num polo gastronômico rico em diversidade.

 

“Quando o assunto é gastronomia, Brasília tem de tudo. Do simples ao sofisticado, do regional ao internacional, a cidade é um polo que oferece opções para todos os gostos, seja para quem quer se deliciar com sabores brasileiros, seja para quem quer conhecer a comida de outros lugares.” [3]

 

Como diz o ditado, quando juntou a fome com a vontade de comer, não tinha como ter dado em outra coisa senão uma cena gastronômica consolidada. “Hoje Brasília é o terceiro maior polo gastronômico do país, perdendo para São Paulo e Rio.”[4]

 

 

Brasília Capital dos barcos.

Brasília Capital dos barcos

Brasília possui a quarta maior frota de barcos do Brasil. Foto: Shutterstock

 

Acredite, mesmo longe do mar, Brasília tem hoje a quarta maior frota de veículos náuticos do país. O que só comprova que o litoral não saiu do sangue do brasileiro quando esse veio para o cerrado, tendo o brasiliense uma paixão desmedida pela proximidade com a água.

 

“Segundo a Capitania dos Portos de Brasília, em média, cem embarcações circulam em águas brasilienses nos finais de semana e feriados. Para circular no lago, os barcos precisam ter sua situação regularizada nas Capitanias, Delegacias ou Agências da Marinha.” [5]

 

E isso sem esquecer que Brasília é a única capital interiorana do Brasil que possui o seu próprio campeonato de surf. Não acredita? Qualquer dia falaremos mais disso em outro artigo.

 

Quer saber mais sobre a Brasília que vai além da política? Leia os nossos outros artigos clicando nos links abaixo.

Brasília, cidade criativa em design.

 

Os blocos de carnaval de Brasília.

 

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As festas juninas de Brasília.

 

As ciclovias de Brasília e a mobilidade urbana.

 

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O novo perfil do idoso em Brasília.

A escala bucólica e os parques de Brasília

 

 

[1] Trecho da música Faroeste Caboclo da Legião Urbana, escrita e cantada por Renato Russo.

[2] Fonte: Clube do Choro

[3] Fonte: Correio Braziliense.

[4] Fonte: Congresso em Foco

[5] Fonte: R7

 

Imagens: Free Pik