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Já parou para imaginar como serão as cidades na próxima década? Talvez subestimamos como 10 anos de história pode mudar o mundo, mas se você voltasse para 2010 por um instante veria que a sua vida mudou bastante, lembrando que naquela época não havia Netflix, uber e tantas outras revoluções que são intrínsecas ao nosso cotidiano.

 

Estamos caminhando para um mundo urbano em que as cidades estão em constante transformação para acolher uma população cada vez maior. Há 100 anos, apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Atualmente, somos mais de 50%, e até 2050, seremos mais de 75%.

 

O impacto disso são desafios colossais a serem transpostos pelas cidades de modo que a realidade urbana seja mais inclusiva e menos estressante, proporcionando maior qualidade de vida para todos.

 

 

A evolução das smart cities.

 

O maior desafio para as cidades na próxima década é a sustentabilidade. Nossos centros urbanos precisam se adaptar a uma gestão mais eficientes de seus recursos naturais com o objetivo de auto sustentáveis em energia e água enquanto preservam o solo e a natureza integrada ao seu perímetro.

 

O primeiro passo para tornar uma cidade mais sustentável é otimizar a gestão de recursos. Só para se ter uma ideia, “170 bilhões de Kilowatt-hora são desperdiçados no planeta devido à insuficiência de informações; 18 bilhões de reais por ano é a perda na economia de São Paulo decorrente de congestionamentos.” [1]

 

Por isso a importância das smart cities para o nosso futuro, afinal, as cidades inteligentes são um espaço urbano que conecta de forma estratégica fatores de desenvolvimento como mobilidade (transporte e acessibilidade), urbanismo, sustentabilidade (meio ambiente e energia), tecnologia (inovação), economia, educação, saúde, segurança e empreendedorismo com o objetivo de melhorar as condições de existência da população por meio de uma gestão integrada de investimentos.

 

 

O exemplo da Googlelândia.

Tendências urbanas

Imagem ilustrativa do projeto Quayside da Alphabet. (Foto: Divulgação/Sidewalk lab)

 

 

Hoje existem diversas empresas e grupos investindo em soluções urbanas com o objetivo de tornar as cidades mais eficientes e acolhedoras. Exemplo disso é o projeto Quayside da Alphabet, holding de tecnologia proprietária do Google, Android e Gmail.

 

No conceito que estão implementando, “prédios são projetados para durar muito mais do que as necessidades de seus usuários”, lê-se no documento de apresentação de Quayside. Galpões oferecem os chamados espaços de engajamento temporário. Um dia eles podem ser restaurante. No outro, coworking para novas startups e/ou escritório para as indústrias mais tradicionais.

 

Na concepção dos idealizadores de Quayside, a cidade do futuro é sustentável, inclusiva e estimula a ocupação dos espaços públicos. Lá no bairro do Google, a ideia é a de que os toldos sobre as calçadas se abram ou se fechem conforme as mudanças climáticas. Nevou? O sistema de climatização das ciclovias se encarrega de derreter a neve. Caminho liberado. Graças às benesses das novas tecnologias, as cidades do futuro nos oferecem um artigo raríssimo nos dias atuais — tempo. Segundo os técnicos do Sidewalk Labs, quem viver em Quayside deve ganhar 2.497 horas a mais por ano, para desfrutar “confortavelmente ao ar livre”, como sugere o relatório da Alphabet.” [2]

 

 

Revoluções que se avizinham na sua cidade.

 

Vários estudos têm sido divulgados com previsões para as nossas cidades em um futuro próximo, como o realizado pelo Gabinete para Ciências do Reino Unido (O Futuro das Cidades: Uma História Visual do Futuro), o relatório do engenheiro futurologista chamado Ian Pearson e até o “Smart Things Future of Living Report” publicado pela Samsung. Entre eles existem muita concordância sobre certas tendências e são elas que destacamos abaixo.

 

 

Impressão 3D.

 

Você já deve ter visto como as impressoras 3D são capazes de abrigar objetos, certo? Pois é, se a terceira revolução industrial foi marcada pela automação do processo que permitia uma produção em massa de produtos, a quarta revolução industrial será marcada pela capacidade de customização da indústria, uma espécie de personalização em série.

 

Ou seja, desde o seu carro até a sua casa poderão ser produzidas de forma personalizadas por meio dessa tecnologia. Além disso, pequenos artistas, artesãos e designers poderão industrializar suas criações, abrindo oportunidade para os pequenos brigarem por maior espaço.

 

 

Carros autônomos.

 

Você já deve ter ouvido falar dos carros autônomos fabricados pela Tesla em que circulam sem precisar que o motorista esteja controlando o volante. Na próxima década, estes veículos vão se espalhar pelo mundo, mas não como uma opção de conforto ao se dirigir, mas como um serviço de assinatura para mobilidade.

 

Você contratará um pacote de Km para que um carro (sem motorista) passe em um determinado horário para levar seus filhos à escola, bem como para qualquer outra necessidade de locomoção que sua família demande. A adesão das pessoas a isso diminuirá para menos da metade a frota de carros circulando rua.

 

 

Edifícios que serão cidades.

 

Acredita-se que as novas tecnologias permitam que a engenharia construa arranha-céus gigantescos a partir dos próximos anos, robustos ao ponto e se comportarem como cidades. Só para se ter uma ideia para comparação, hoje o prédio mais alto do mundo em Dubai possui 163 andares. Até 2050 teremos torres de 8 mil andares!

 

Essas cidades verticais serão geridas por uma inteligência artificial capaz de intervir e customizar os mínimos detalhes dessas torres, conectada a cada morador de modo a potencializar ao limite o conceito de internet das coisas.

 

 

[1] Fonte: Regeneração Global

[2] Fonte: Época Negócios

 

 

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