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Em um contexto totalmente dependente da administração pública como é em Brasília, a economia criativa se tornou um meio de romper a monotonia do mercado, revelando-se o setor que melhor tem se adaptado ao DF por diversas razões1. Uma novidade cada vez mais bem-vinda para dinamizar e diversificar uma realidade em que o setor de serviços representa 90% da atividade econômica2.

“Como afirmou Darcy Ribeiro, Brasília deveria constituir-se em polo de irradiação de cultura para este imenso País3”. Esta vocação finalmente se consolida por meio da união de valores econômicos com valores culturais, formando um ciclo de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usa a criatividade e o capital intelectual como matéria prima.

Só para entender a representatividade do setor, a economia da cultura já responde por 5% do PIB3, tendo hoje o mesmo peso do turismo no PIB nacional. Isso sem contar que a economia criativa tem sido berço de todo um segmento de softwares desenvolvidos para trazer soluções e serviços que impactam diretamente no cotidiano da cidade, sendo as vedetes da atual era da informação, somando cifras ainda mais robustas à essa realidade.

Características como o alto nível de instrução do brasiliense, e também o mosaico cultural feito da presença de pessoas de todas as regiões do Brasil, a abertura da população para consumo de cultura, a busca por inovação, além da facilidade de produção e a abundância de talentos, faz da capital federal um cenário sob medida para transformar conteúdo criativo em valor econômico, gerando riqueza, impacto social e diversidade.

A economia criativa abrange inúmeros segmentos no DF, com destaque para a moda, design, fotografia, música, artesanato, publicações, new medias, gastronomia, softwares, artes e antiguidades4. Organizado geralmente em coletivos que podem ser lojas (Mercado Cobogó, Endossa), eventos de rua (Piknik, Chef nos Eixos, ), festas (Makossa, Criolina), festivais (Porão do Rock), cinema (Cine Conjunto, Cinema a Céu Aberto), gastronomia (food trucks) e feiras.

Uma outra vantagem da economia criativa é sua capacidade de gerar experiências, propondo soluções específicas para públicos extremamente segmentados. Isso tudo de forma criativa, centrado no ser humano e de forma sustentável. Tornando-se, assim, um dos protagonistas da atual agenda econômica.

“É a capacidade de inovar, de criar, conceitos e produzir ideias que se tornou a vantagem comparativa essencial5”. A economia criativa propaga novas tendências, estimula a inovação, conecta diversas redes e gera novos modelos de negócio. Por isso a economia criativa movimenta 8 trilhões de dólares por ano no mundo todo, com crescimento médio de 15% ao ano6. E por isso mesmo, uma boa ideia que vale muito.

 

[1] [3] [4]Fonte: Estudo “Panorama da Economia Criativa do Distrito Federal, realizado pela Codeplan.
[2] Contas nacionais do IBGE.
[5] No site www.francecreative.fr/essentiel/economie.
[6] Portal Economia Criativa