fbpx

O Jardim Botânico de Brasília é um pequeno paraíso escondido dentro da Capital Federal, com parques, trilhas, estufas, diversas atrações e muito charme para esbanjar. Um local planejado por Lúcio Costa ainda no projeto original que culminou na construção da cidade, sendo a última obra a sair do papel entre as previstas pelo urbanista.

 

Um parque revolucionário que, diferentes demais Jardins Botânicos pelo mundo, ao invés de apenas aclimatar mudas estrangeiras, “foi o primeiro a manter coleções de plantas in situ, ou seja, no seu ambiente, permitindo a manutenção de sistemas e processos naturais como a melhor forma de conservação de recursos genéticos.” [1] Sendo assim a grande referência para estudos e conservação do bioma do cerrado.

 

Um lugar para o lazer, eventos, esporte, descanso e aprendizado, desses com paisagens de encher os olhos e inúmeras atrações, conforme vamos detalhar melhor ao longo desse artigo.

 

 

Lazer integrado com harmonia à natureza.

Jardim Botânico

Espaço para os piquiniques. Imagem Rafael Castanheira via Jardim Botânico.

 

“A concepção arquitetônica e paisagística do JBB buscou compatibilizar a preservação dos recursos naturais e dos aspectos cênicos às necessidades concretas de instalação de espaços de trabalho e de lazer para funcionários e público visitante. O planejamento, norteado pelos princípios da arquitetura ecológica, favoreceria o uso racional do ambiente com o mínimo de impacto, aproveitando e maximizando os elementos naturais e condições ambientais de forma que as edificações propostas não fragmentassem a lógica e o ordenamento natural dos aspectos paisagísticos.” [1]

 

Esse conceito fica muito bem exposto logo ao entrar no Jardim Botânico, quando o visitante se depara com o Centro de visitantes, onde o restaurante Jardim Bom Demais oferece um excelente café da manhã, e ao melhor local para piquenique da cidade (Espaço Oribá), que conta com mesas, redários e um parquinho para as crianças. Tudo integrado com a natureza e, ao mesmo tempo, proporcionando conforto e lazer.

 

Contudo, conforme se recorre os demais jardins no roteiro do parque, mais essas características se evidenciam.

 

 

Jardim Evolutivo.

 

O Jardim Evolutivo segue o Modelo Filogenético concebido pelo botânico alemão Stebbins, com o propósito de apresentar a evolução das plantas segundo seu sistema reprodutivo. O paisagismo segue uma forma circular em que as plantas que possuem sistema reprodutivo mais primitivo ficam no centro, como as samambaias. Enquanto que as plantas mais evoluídas são colocadas nas partes mais externas do círculo, como é o caso das orquídeas.

 

 

Jardim Japonês.

Jardim Japonês no Jardim Botânico

Jardim Japonês. Imagem Rafael Castanheira via Jardim Botânico.

 

A proposta do Jardim Japonês é compor equilíbrio por meio da harmonia. Todos os elementos físicos, como a água, as pedras e as plantas resgatam valores filosóficos e simbólicos dessa cultura milenar. Um ótimo local para a meditação.

 

 

Jardim dos Cheiros.

 

O Jardim de Cheiros é um jardim sensorial em forma sinuosa com a proposta de interagir o visitante com a natureza por meio do estímulo aromático. Também é utilizado para fins pedagógicos, promovendo a experiência sensorial por meio de sabores, cheiros e texturas.

 

 

Jardins de Contemplação.

 

Os Jardins de Contemplação compõe em seu paisagismo os seis biomas brasileiros, que são: Mata Atlântica, Cerrado, Pampas, Floresta Amazônica, Caatinga e Pantanal. Aqui é possível contemplar a diversidade da flora brasileira a partir de um lago ao centro para onde as coleções convergem.

 

 

Anfiteatro.

Anfiteatro do Jardim Botânico de Brasília

Anfiteatro. Imagem Jardim Botânico.

 

Localizado onde ficava antiga estação experimental, o anfiteatro é um espaço único na cidade para eventos de médio porte. Junto à Alameda das Nações e dos Estados, o espaço é margeado por coleções de Eucaliptos e Pinus que funcionam como uma barreira natural acústica e eólica.

 

 

Centro de Excelência do Cerrado.

Centro de Excelência do Jardim Botânico

Centro de Excelência do Cerrado. Imagem Rafael Castanheira via Jardim Botânico.

 

Localizado no ponto mais alto do parque, onde ficava o antigo mirante, o Centro de Excelência do Cerrado é a sede da Superintendência do Jardim Botânico e foi construído como compensação ambiental proveniente da implantação do Jardins Mangueiral. É local para a pesquisa e estudos acerca do Bioma Cerrado.

 

 

Informações sobre visita.

 

Aberto de terça-feira a domingo, das 9h às 17h.

A entrada custa R$ 5 (cinco reais) por pessoa. Pagamento somente em dinheiro.

Crianças até 12 anos incompletos, idosos a partir dos 60 anos e portadores de necessidades especiais são isentos do pagamento da taxa.

O acesso a pedestres e ciclistas é gratuito de terça-feira a domingo, das 7h30 às 8h59.

É recomendável que o visitante se responsabilize pelo lixo.

 

 

[1] Fonte: Jardim Botânico de Brasília

Foto em destaque: Shutterstock.

 

Outros artigos interessantes:

 

O paisagismo de Burle Marx.

 

A escala bucólica e os parques de Brasília

 

Os ipês de Brasília.

 

Quatro dicas para aproveitar melhor o Lago Paranoá.