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Por muito tempo, ter o próprio espaço era sinônimo de independência e por isso morar sozinho era o sonho de consumo de muitas gerações. Com a proliferação da economia compartilhada, no entanto, as pessoas redescobriram o encanto da vida em comunidade.

 

É neste contexto que entra em cena o coliving, uma tendência urbana baseada em colaboração onde os espaços de moradia são compartilhados com diferentes pessoas que coabitam o mesmo teto, seja uma casa, um apartamento ou até um prédio.

 

Assim como todas as novidades da economia compartilhada, como o Uber e o Airbnb, o coliving também agrega uma série de vantagens inteligentes para as pessoas, funcionando de forma parecida com a de um coworking, mas voltado para a habitação.

 

 

Derrubando paredes.

 

O coliving chega para derrubar as paredes entre as pessoas, agregando gente ao redor de um mesmo espaço. E isso não significa abrir mão da privacidade, porque os colivings buscam compartilhar ao máximo ambientes voltados para tarefas e socialização, como a cozinha, a sala, a lavanderia e as áreas comuns.

 

Dependendo do coliving, você pode coabitar o espaço ocupando um quarto em um imóvel menor como um apartamento ou uma casa, como também pode optar por um espaço um pouco maior, como um quarto e sala com banheiro privativo.

 

Por outro lado, se você não tem problema em dividir o espaço, pode até compartilhar  o quarto com outra pessoa. O mais importante é dividir os custos de moradia com mais gente, visando morar em um endereço mais valorizado, em um imóvel mais interessante e fazendo economia no seu bolso.

 

 

Uma nova forma de ocupar os espaços.

Cohousing

Os colivings são planejados para promover o encontro entre as pessoas e o compartilhamento.

 

 

Os primeiros colivings surgiram como cohousings em meados dos anos 70 do século passado nos Estados Unidos e na Europa. Enquanto na Dinamarca já aparecia de forma bem estruturada em uma comunidade com 35 famílias, o Sættedammen, do outro lado do Atlântico surgia como reflexo das comunidades hippies.

 

Não demorou para que essas moradias compartilhadas chegassem ao modelo atual, compartilhando espaços de convivência e de atividades que estimulam o encontro entre as pessoas, socializando as refeições, a limpeza e a manutenção dos espaços.

 

Atualmente este modelo de coabitação no formato de coliving já está bastante consolidado, com seus principais fundamentos bem expressos no “Manifesto Coliving”.

 

 

Podemos destacar como características do conceito:

 

  • Comunidade em harmonia com a individualidade
  • Aproximação de pessoas e troca de experiências
  • Consumo pensado na colaboração
  • Projeção compartilhada de residências
  • Economia de recursos naturais
  • Divisão de decisões e tarefas

 

Uma solução humanizada para cidades.

 

Observando os fundamentos que regem o conceito de coliving é fácil notar como se assemelham com os ideais de sustentabilidade e consumo consciente, além de colocar as suas bases na economia colaborativa e de compartilhamento.

 

Além de trazer vantagens de socialização e custo, os colivings humanizam o espaço e surge como alternativa inteligente para o público mais jovem que ainda não constituiu família e para os idosos (casados, viúvos ou divorciados) que podem optar por cohousings planejados especificamente para atender a faixa etária.

 

Por fim, o coliving é um espaço para troca de experiências, sob medida para quem viaja muito ou não tem tanta tempo para as tarefas da casa. Uma solução que já é tendência como os coworkings, ocupando os espaços das metrópoles de forma mais sustentável e dinâmica, amenizando o déficit habitacional.

 

 

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