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Quando nós olhamos em direção ao futuro da terceira idade, somos pegos de surpresa com dados e previsões que vão revolucionar o nosso convívio como sociedade. Só para se ter ideia, em 2040, a população com mais de 65 anos irá superar aquela com menos de 15 anos [1]. Em Brasília, por exemplo, estima-se que até em 2060, serão dois idosos para cada jovem! [2]

 

E o que isso significa na prática? A respostas são mudanças profundas nos hábitos de consumo, na habitação e na dinâmica do mercado, com o aumento da razão de dependência de jovens e idosos (jovens com menos de 14 e idosos com mais de 65) sobre a população economicamente ativa, com uma previsão de que esse indicador dobre em 2040, chegando a 26,5%

 

 

Um novo cenário em constante evolução.

 

Futuro da Terceira idade

A terceira idade está mudando, revolucionando todo o mercado.

 

Se a atual geração de idosos já quebraram alguns paradigmas em relação à “melhor idade” como abordamos no artigo “o novo perfil do idoso em Brasília”, com uma população bastante ativa, ainda plena de sonhos e com muita disposição para realizar projetos, a expectativa para as próximas é de mudanças ainda mais profundas.

 

O o resultado da combinação “menos filhos” com o “aumento da expectativa de vida” alterou significativamente a pirâmide demográfica do Brasil. Só para se ter ideia, “em 2018, havia 43,2 habitantes com 65 anos de idade ou mais a cada 100 residentes com menos de 15 anos. Em 2040, haverá 103,6 idosos para cada 100 jovens – ou seja, a população com mais 65 anos irá superar a com menos de 15 anos.” [1] O idoso terá uma relevância ímpar em relação às últimas décadas, não podendo mais ser ignorado em seus anseios e angústias.

 

E a pergunta que fica no ar é: o que pensam os nossos futuros idosos, os protagonistas desse novo cenário, egressos da geração millennial?

 

 

Tendências de consumo.

 

Quando o millennial de hoje chegar à terceira idade, ele não se enxergará como um idoso. Será uma pessoa com trânsito entre gerações mais novas, menos resignado à convivência com pessoas da mesma idade. Alguém totalmente conectado pela tecnologia e ainda antenado nas novidades.

 

Um idoso nem muito materialista, acumulando posses e coisas, também nem tanto minimalista. O consumo deixará de ser visto como status e as compras serão baseadas em uma curadoria pessoal, buscando coisas que externem sua personalidade e representem sua individualidade.

 

Será uma terceira idade aberta a economia compartilhada, menos individualista. Um público potencial para a modalidade de cohousings segmentados para a idade, buscando ali melhor qualidade de vida e interação social.

 

 

A reinvenção de alguns segmentos.

Futuro da Terceira idade

A futura geração de idosos chegará a terceira idade com novos valores de consumo.

 

Segundo o relatório da Deloite [1], haverá “um resgate do trabalho manual, e de valorização do que é único e particular frente ao massificado. Esse fator reforça a versatilidade e a mentalidade aberta ao aprendizado do consumidor. Com a impressão 3D, esse conceito atinge outro patamar, e a tão desejada personalização ganha o apoio da tecnologia’, revolucionando, por exemplo, todo o mercado de luxo.

 

E talvez os segmentos mais impactados sejam aqueles intrinsecamente ligados à saúde. O idoso viverá mais e melhor. Os adultos de hoje estão se precavendo hoje contra problemas de saúde futuros, cuidando-se melhor para usufruir de uma condição saudável quando a idade pesar.

 

 

[1] Fonte: Pesquisa Delloite – O comportamento do Consumidor de Imóveis 2040.

[2] Fonte: Projeção da População (revisão 2018), levantamento elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)

 

 

 

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