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Brasília está se aproximando dos seus 60 anos, o marco de entrada para a terceira idade. E chega como uma cidade repleta de vigor, refletindo bem o novo perfil do idoso que nela habita. Uma população bastante ativa, que representa uma expressiva participação no contingente populacional, no universo eleitoral e na renda disponível para consumo.

Esse novo perfil do idoso em Brasília é composto por pessoas bastante ativas, sendo que um em cada cinco sexagenários ainda estão em plena atividade profissional1e vivendo em total independência como percebemos ao observar o número de idosos que moram sozinhos na capital, cerca de 21,7%, sendo que no Plano Piloto onde são menos vulneráveis e economicamente bem ativos, chegam a 26,3% dessa população2.

Diferente de boa parte do país, por possuir melhores indicadores sociais e renda média elevada,o idoso de Brasíliaocupa um papel financeiro importante dentro da família. Ao invés de demandar despesas, assiste aos filhos e netos com ajudas que vão muito além de presentes e agrados. Podendo ser desde pequenos empréstimos até a compra de imóveis para filhos e familiares. Isso quando não é o idoso o principal responsável pelo sustento da casa.

Na última pesquisa realizada pela Codeplan com esse perfil em Brasília, “apopulação idosa (pessoas de 60 anos e mais) no Distrito Federal somava pouco mais de 326 mil pessoas, o equivalente a 12,8% da população total. Os maiores contingentes residiam na RA Brasília (Plano Piloto) e em Ceilândia, com pouco mais de 45 mil em ambos os casos, com cada uma representando cerca de 14,0% da população idosa do DF. Deve-se registrar, entretanto, que o Plano Piloto responde por apenas 8,2% da população do DF, ao passo que Ceilândia responde por 15,8%. O terceiro maior contingente residia em Taguatinga, pouco mais de 36 mil, ou 11,1% do total.  Em termos relativos, as maiores participações de idosos na população total são verificadas nas RAs mais consolidadas, com renda mais elevada, casos do Lago Sul (30,1%), Plano Piloto (21,9%) e Lago Norte (19,8%)1”.

O novo perfil do idoso é, em sua grande maioria (62,3%)1, casado e mantém uma vida a dois vivida com amigos, cinema, jantares e viagens. Atentos ao atendimento preferencial, e dispostos a pagar mais por serviços e produtos específicos às suas necessidades3.

O reflexo disso pode ser observado na segmentação de negócios para o perfil idoso, que em Brasília tem um peso cada vez maior em segmentos como o de turismo, alimentação, personal trainer, spa, estudo de línguas, cursos de graduação e pós-graduação, automóveis e hotelaria.

Até 2060, serão dois idosos para cada jovem em Brasília4. O impacto desse cenário para a economia do DF tem sido motivo de estudo recorrente para a administração pública, mercado privado e especialistas em  gerontologia. Enxergar e se preparar para esse contexto será um grande desafio, orientando os próximos passos de diversos investimentos. Contudo, se o idoso de hoje já demosntra um perfil muito mais dinâmico e independente, espera-se que a geração fitness chegue ainda melhor e mais atuante ao que chamávamos de velhice, justificando cada vez mais a alcunha de “melhor idade” para esta época de maturidade de nossas vidas.

 

[1] Fonte: Estudo da Codeplan “Perfil do idoso no Distrito Federal, segundo as Regiões Administrativas”.

[2] Fonte: “Situações de saúde, vida e morte da população idosa residente no Distrito Federal”, feito por um grupo de pesquisadores da área da saúde do idoso, com o apoio da Secretaria de Saúde e da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs).

[3] Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/negocios-para-publico-da-melhor-idade-podem-ser-um-bom-empreendimento

[4] Fonte: Projeção da População (revisão 2018), levantamento elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)