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Smart cities, ou cidades inteligentes, são um espaço urbano que conecta de forma estratégica fatores de desenvolvimento como mobilidade (transporte e acessibilidade), urbanismo, sustentabilidade (meio ambiente e energia), tecnologia (inovação), economia, educação, saúde, segurança e empreendedorismo, com o objetivo de melhorar as condições de existência da população por meio de uma gestão integrada de investimentos.

“O conceito de smart cities (cidades inteligentes) considerado entende que o desenvolvimento só é atingido quando os agentes de desenvolvimento da cidade compreendem o poder de conectividade entre todos os setores. Exemplo disso é a consciência de que investimentos em saneamento estão atrelados não apenas aos ganhos ambientais, como aos ganhos em saúde, que irão a longo prazo reduzir os investimentos na área (atendimentos de saúde básica) e consequentemente impactarão em questões de governança e até mesmo economia.”, como fundamenta a Urban Systems em seu Ranking Connected Smart Cities 20181.

A gestão de dados para a integração inteligente dos sistemas de uma cidade “já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre  o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020”2, segundo artigo da FGV.

Adotando a metodologia concebida pela Urban Systems, empresa de inteligência de mercado com projetos em mais de 800 cidades brasileiras, abordaremos a seguir os fatores de desenvolvimento essenciais que devem se conectar dentro do conceito de smart cities (cidades inteligentes).

Mobilidade nas cidades inteligentes

Mobilidade e acessibilidade.

O sistema de mobilidade de uma cidade inclui todas as formas de locomoção e acesso disponibilizadas no núcleo urbano. O planejamento inteligente desse setor visa pluralizar as opções de transporte (metropolitanas e entre cidades) e promover a acessibilidade para quem porta alguma limitação, como os cadeirantes.

“No quesito mobilidade e acessibilidade, a cidade de São Paulo, apesar de seus problemas, ainda destaca-se como a mais inteligente do Brasil1”, segundo a Urban Systems. Brasília aparece em segundo lugar, pois apesar de ter problemas de tráfego intenso e trânsito, apresenta boa infraestrutura de serviços de transporte, além de conectividade com os principais polos do país1.”

Urbanismo nas cidades inteligentes

Urbanismo.

O urbanismo abrange desde a legislação local até os investimentos executados, estando ligado ao modelo usado pela cidade para pensar e planejar o seu crescimento, sua ocupação e o resgate de áreas degradadas. Isso se reflete nas leis sobre zoneamento ou para ocupação do solo, e na lei sobre operação urbana consorciada. Por isso, a gestão governamental (investimentos e serviços) impacta diretamente na evolução da infraestrutura urbana.

Das smart cities melhores posicionadas em 2018 no quesito urbanismo, 15 estão na região sudeste. São Paulo desponta novamente no topo do ranking com destaque para os indicadores das Leis de Uso e Ocupação do Solo e Plano Diretor, que não apenas recentes, trazem diretrizes estratégicas para um melhor ordenamento do solo. Além disso, no que tange a saneamento, em áreas urbanas, a cidade atingiu, segundo dados do SNIS, 100% de atendimento de água e 97% de atendimento de esgoto1.

Meio Ambiente nas cidades inteligentes

Meio Ambiente.

A gestão eficiente dos recursos originários do meio ambiente, como a água, minimizam desperdícios e interrupções no abastecimento, bem como promove o descarte para reciclagem e reuso, por meio da coleta seletiva do lixo e da rede de tratamento de esgoto.

As smart cities que se destacaram em meio ambiente foram Santos (Sudeste), Balneário Camboriú (Sul), João Pessoa (Nordeste) e Itumbiara (Centro-Oeste). Sendo que Santos apresenta menor perda na distribuição de água (índice menor de 18%), maior atendimento urbano no sistema de esgoto (100%), 100% de cobertura do sistema de coleta de resíduos1.”

Energia nas cidades inteligentes

Energia.

As cidades inteligentes precisam se tornar cada vez mais autossuficientes em energia, seja por meio da exploração de fontes renováveis como a solar e a eólica, na modernização da iluminação pública, ou na capacidade de atender a demanda por energia da população.

Nenhuma das 50 cidades mais inteligentes no eixo de energia e sustentabilidade possui mais do que 50 mil habitantes. “Pirassununga, primeira colocada, até pela questão e sua matriz econômica, conta com o maior volume per capto de energia produzida por biomassa do país = 2.590 KW por mil habitantes. A produção desse tipo de energia é feita por empresas privadas1.”

Tecnologia nas cidades inteligentes

Tecnologia e inovação.

Para potencializar o uso das novas tecnologias para a cidade, é preciso uma infraestrutura de banda larga de internet, conexão por fibra ótica, além da capacitação de pessoas com ensino superior, produção de pesquisa e registro de patentes.

Rio de Janeiro e Florianópolis se destacam em Tecnologia e inovação. Sendo que o Rio se destaca “pela quantidade de operadoras que oferecem o serviço 4G, pela malha de fibra ótica disponível no município, pela quantidade de conexões banda larga superior a 34 MB (24% do total), pela quantidade de banda larga por habitantes, aproximadamente um ponto para cada habitantes e também devido aos ambientes de desenvolvimento de tecnologia e ensino: incubadoras e parques tecnológicos1.

Economia nas cidades inteligentes

Economia.

Uma smart city pujante tem na atividade empresarial e na geração de empregos os seus maiores resultados. Quanto menor a dependência do serviço público, maior a capacidade de seus habitantes exercerem atividades criativas e inovadoras.

“A cidade é polo de emprego na Região Metropolitana de São Paulo, a mais rica do país, com a relação de 1,5 empregos por habitante em idade economicamente ativa. Barueri também tem 94,8% dos empregos em setores produtivos, ou seja, fora da administração pública, Sendo 55% de suas receitas não oriunda de repasses. Neste último período, pós crise econômica, a cidade de Barueri já registra alta de 1% no número de empregos, ante um Brasil com capitais ainda registrando queda no número de empregos1.”

Educação nas cidades inteligentes

Educação.

Cidades inteligentes priorizam o acesso ao ensino, contando com boa oferta de ensino superior, bom desempenho do ensino médio, capacitação de professores e baixa taxa de abandono.

Entre as smart cities brasileiras, Vitória retoma a ponta por “possuir matrícula escolar na rede pública online, 98,3% dos professores do ensino médio com formação superior, taxa de abandono de 3,1% dos alunos do ensino médio e média Enem de 604 pontos1.”

Saúde nas cidades inteligentes

Saúde.

Não é possível um bom desempenho de qualidade de vida sem uma infraestrutura adequada de saúde, com oferta adequada de leitos e médicos, baixa mortalidade infantil e cobertura hospitalar para as populações mais vulneráveis.

Nos quatro últimos anos, as capitais Vitória e Belo Horizonte lideram o ranking das cidades inteligentes em saúde. Vitória segue no topo “devido aos altos índices de leitos por habitantes, de médicos por habitantes e também pelos indicadores de saneamento considerados no recorte. Belo Horizonte, a segunda colocada, (…) destaca-se em relação a Vitória pelo maior investimento per capta (despesas) em saúde, R$ 1.040 contra R$ 644 por habitantes, respectivamente1.”

Segurança nas Cidades Inteligentes

Segurança.

Não basta somente estruturar as equipes que atuam na segurança, é preciso gerir com inteligência o combate ao crime e a violência, reduzindo desde homicídios até acidentes de trânsito.

As maiores metrópoles brasileiras apresentam um menor investimento per capita com segurança e menor efetivo policial per capita. Por este motivo, Ipojuca (PE) aparece em primeiro, com destaque para Balneário Camboriú (SC), que saltou de 16º para 4º neste ano.

Empreendedorismo nas cidades inteligentes

Empreendedorismo.

A inovação dependente da capacidade de uma smart city gerar empreendedorismo, com polos tecnológicos que desenvolvam novas empresas de tecnologia. A economia criativa tem um papel cada vez mais importante neste tópico, sendo uma revolução silenciosa que vem transformando a dinâmica do mercado.

O Rio de Janeiro é a smart city que lidera em inovação e também é líder em empreendedorismo. Isso porque “apresenta uma grande oferta de ambientes propícios para o desenvolvimento de empresas e negócios, com pelo menos 7 parques tecnológico e 20 incubadora de empresas (ANPROTEC). A Cidade contou também com crescimento de 19% nas empresas tipo MEI1.”

Ranking das smart cities e cidades inteligentes

Ranking Urban System das Smart Cities.

Levando em conta todos os fatores abordados acima, e a forma como eles se conectam de forma inteligente, é possível avaliar o desempenho individual das metrópoles e suas respectivas evoluções como smart cities.

Abaixo, segue uma amostra do ranking desenvolvido pela Urban Systems para o Connected Smart Cities 2018, revelando o desempenho de Curitiba como a cidade mais inteligente do Brasil hoje.

Ranking Connected Smart Cities 2018 pela Urban Systems

Fonte: Urban Systems, Relatório Ranking Connected Smart Cities 2018.

 

“A cidade de Curitiba atinge em 2018 a 1ª colocação no Ranking Connected Smart Cities, conquistando também a primeira posição no eixo Governança, que apresenta indicadores de investimento municipal, gestão e transparência. Além de Governança, a capital paranaense destaca-se também por ter subido posição nos eixos de: Urbanismo (2ªcolocada), Empreendedorismo (2ª), Tecnologia e Inovação (3ª), Educação (5ª) e Economia (9ª). Mobilidade e Urbanismo, eixo que a cidade já se destaca há alguns anos, é outro importante setor que auxilia na posição de Curitiba como a mais inteligente no Brasil1”, detalha o relatório do ranking de 2018.

 

Quer saber mais?

Veja a nossa entrevista sobre os desafios das smart cities (cidades inteligentes) com o Paulo Takito da Urban Systems, exclusivamente no LinkedIn da Espaço Y. Acesse este conteúdo clicando no link abaixo:

https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6466267501578854400

 

[1] Fonte: Ranking Connected Smart Cities 2018 da Urban System
[2] Fonte: fgvprojetos.fgv.br/noticias/o-que-e-uma-cidade-inteligente