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O SIG, Setor de Indústrias Gráficas, é uma região da idade de Brasília, fundado no mesmo dia em que a cidade foi inaugurada há quase 60 anos. Originalmente destinado aos jornais impressos e gráficas, na última década o bairro vem assumindo uma nova identidade, renascendo como um próspero novo centro corporativo.

 

Os novos endereços não param de surgir, com empreendimentos modernos e belos, desenhados com arquitetura sofisticada, um do lado do outro, consolidando a nova vocação da região. Realidade que aos poucos vai substituindo as antigas gráficas e terrenos ociosos que abundavam por ali.

 

Saiba um pouco mais sobre essa transformação e o impacto disso no cotidiano de Brasília.

 

 

Setor de Indústrias Gráficas.

 

Destinado originalmente para ser o endereço dos parques gráficos da cidade, o SIG logo recebeu a sede dos grandes jornais como o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, assim como outros que já deixaram de existir ao longo dessas seis décadas. Ao lado deles, diversas gráficas dos mais variados portes dividiam o espaço atendendo as demandas da Capital Federal para os diversos tipos de impressões gráficas.

 

Recentemente, no entanto, a chegada da transformação digital aos mais diversos serviços impactou diretamente na demanda dessas gráficas, uma vez que a maioria da comunicação passou a ser entregue digitalmente. O e-mail marketing substituiu a mala direta, os PDFs ocuparam o lugar de cadernos e relatórios, os e-books tomaram boa parte do espaço dos livros e as redes sociais substituíram boa parte dos panfletos e folders.

 

Este novo contexto fechou as portas de muitas empresas no local, resultando em diversos prédios e galpões desocupados em um bairro que começava a ficar esquecido que nem uma cidade fantasma.

 

 

Localização privilegiada.

 

Se por um lado as gráficas iam abandonando a região, pelo outro lado, isso atraía uma série de outros negócios que viam no SIG uma região privilegiada. Afinal, o bairro além de fazer divisa com a Asa Sul, Sudoeste e com o Eixo Monumental, também é margeado pela via que liga o centro da cidade a outros bairros importantes como o SIA, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia.

 

Aos poucos as choperias, bancos e escolas encontraram o seu espaço ali, sendo logo seguidas pelos primeiros centros empresariais. Estes surgiram, em um primeiro momento, da oportunidade de atender a demanda por escritórios de advocacia, uma vez que o bairro abrigava o Tribunal de Justiça da cidade.

 

O sucesso dos primeiros empreendimentos, contudo, acabou revelando a vocação da região para os edifícios empresariais, tornando o SIG o novo bairro corporativo de Brasília.

 

 

Vocação para o corporativo.

 

A vocação natural da região se confirmou pela rápida ocupação dos prédios corporativos e pela transformação do horizonte do bairro. Faltava apenas a chancela dos poderes públicos para permitir que mais empresas chegassem à região.

 

E isso veio com a Lei do SIG, projeto de lei complementar que altera as normas de uso e ocupação do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). “Para o chefe do Palácio do Buriti, a aprovação do projeto facilitará o surgimento de novos empreendimentos que beneficiarão, principalmente, a população que mora em regiões próximas, como Sudoeste. ‘Temos ali vários prédios que foram construídos, uma quantidade muito grande de empreendimentos e de pessoas que investiram na região e aguardam essa regularização. Toda a parte técnica foi regularizada, o Iphan aprovou. Tudo o que era necessário para cumprir projeto do PPCUB (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília). Encaminhamos à Câmara Legislativa com a convicção de que está tudo correto’, afirmou Ibaneis.” [1]

 

Com a aprovação dessas medidas, espera-se que grandes empresas descubram os empreendimentos corporativos do bairro, prontos para abrigar escritórios inteligentes dos mais variados portes e segmentos.

 

 

Fonte: Correio Braziliense.

 

 

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