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Os desafios cotidianos do deficiente visual não são fáceis. Embora existam várias iniciativas que tenham otimizado a integração de pessoas com a visão comprometida à rotina da sociedade, ainda há muito para ser feito de modo que possam dar continuidade aos seus afazeres diários sem dependerem dos outros.

 

E é esta autonomia de ir e vir, com mobilidade bem sinalizada, usufruindo de informações adequadamente disponibilizada em braille, entre outras coisas, é que permite ao deficiente visual se reinserir em nosso cotidiano.

 

 

Uma vida cheias de obstáculos.

 

Estima-se que existam uma população de cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, contando em torno de 582 mil que são cegas e mais seis milhões com baixa visão, conforme censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

E somente um exercício de empatia pode fazer com que uma pessoa com visão plena compreenda todos os desafios cotidianos do deficiente visual. Os obstáculos estão ao longo de todo o caminho.

 

Podemos citar, por exemplo, portões que avançam sobre as calçadas, passeio público irregular com degraus, buracos ou barreiras;  cavaletes de propaganda, piso tátil que leva para uma árvore, sinalização inadequada, ambulantes e mobilidade pública inadequada.

 

 

Cão-guia.

Deficiência visual

Existe lei que autoriza a presença de cão-guia em espaços coletivos.

 

O deficiente visual conta com um parceiro muito importante para superar tantos obstáculos no dia a dia das metrópoles: o cão-guia. Trata-se de um animal adestrado para guiar pessoas cegas ou com deficiência visual grave, além de auxiliá-las em tarefas e atividades em casa.

 

E apesar da A Lei n° 11.126 (2005) ser bem objetiva ao estipular que o deficiente visual dependente de cão-guia tem o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo, ou seja, desde as ruas até shoppings, restaurantes, supermercados e transporte. O que incluir ônibus, táxi e carros de aplicativos como o Uber, isto nem sempre é respeitado.

 

Basta perguntar a um deficiente visual acompanhado de cão-guia quantas vezes ele já passou por constragimentos relacionados ao acesso de locais e quantas corridas de serviço de aplicativo de mobilidade foram canceladas pela presença do animal.

 

Além disso, até mesmo pessoas sem a menor intenção de atrapalhar a vida de um deficiente visual acaba gerando dificuldades apostador do cão-guia ao chamarem a atenção do animal, distraindo-o.

 

 

Acesso à informação.

 

Ter acesso à informação é tão essencial ao deficiente visual quanto é para qualquer pessoa. Imagina chegar em um restaurante e não poder ler  cardápio. Então, isso é algo recorrente no cotidiano do deficiente visual, mesmo com o Projeto de Lei 1.550/2019 aprovado este ano obriga bares, lanchonetes e restaurantes a oferecer aos clientes cardápios em Braille.

 

E mesmo com toda a evolução da tecnologia nas últimas décadas, o deficiente visual ainda luta para navegar em sites de internet e aplicativos com recursos adequados para a deficiência, bem como certa resistência de muitos produtores e divulgadores de conteúdo de promover a inclusão de forma adequada.

 

 

 

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