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Brasília desde sua fundação foi berço de grandes talentos do esporte, desses bem raros que fazem do esportista algo maior que um campeão, quase um mito que rompe com os limites da própria humanidade, aquilo que chamamos de herói.

 

Poderíamos citar inúmeros nomes, pois a Capital Federal coleciona um panteão extenso de ídolos revelado neste cerrado. Mas entre tantas histórias apaixonantes iremos destacar a de Oscar Schmidt, Nelson Piquet, Paula Pequeno e Joaquim Cruz. Todos esportistas que chegaram a consagração máxima de suas categorias.

 

 

Oscar Schmidt.

Esportistas de Brasília

Oscar jogando pela seleção. Imagem: EsporteFera

 

O maior jogador de basquete do Brasil é um dos poucos que foi unanimemente reconhecido entre os melhores jogadores da história, estando inclusive no Hall da Fama Americano, mesmo sem nunca ter jogado na NBA dos Estados Unidos. O “Mão Santa”, como era conhecido, também foi o maior cestinha da história do esporte, com 49.737 pontos.

 

Oscar iniciou seus primeiros arremessos aos 13 anos no Clube de Vizinhança da 108/ 109 sul, onde foi notado pela sua grande altura. Mesmo depois que ele teve que se mudar para São Paulo para seguir carreira, sua família continuou em Brasília, inclusive ficando por aqui o seu famoso irmão jornalista Tadeu Schmidt, que iniciaria carreira no Globo Esporte de Brasília.

 

O grande momento da carreira de Oscar foi a final dos jogos Pan-americanos de 1987 nos Estados Unidos, sendo o protagonista de uma virada espetacular sobre a seleção de basquete americana, na única vez em que a poderosa seleção americana foi derrotado em casa neste esporte. Para se ter ideia da façanha, na época, essa foi o maior conquista coletiva do esporte nacional desde a Copa do Mundo de 70.

 

 

Nelson Piquet.

Esportistas e Brasília

O tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet. Imagem: wikipedia.

 

Seus primeiros passos no esporte foram nas quadras de saibro jogando tênis. Seguia o desejo do pai, então Ministro da Saúde. Mas sua paixão pelos carros falou mais alto. E sem nunca almejar se tornar um piloto profissional, foi trabalhar como mecânico para ficar perto das máquinas que amava.

 

Escondido, levava os carros para participar de competições e aos poucos foi alcançando patamares mais altos até chegar a Fórmula 1 e se consagrar três vezes campeão mundial, reservando um lugar entre os maiores e mais vitoriosos pilotos de todos os tempos.

 

Com perfil técnico, foi um dos últimos grandes nomes da era romântica da Fórmula 1, sendo sempre lembrado pelo estilo bon vivant e desbocado que atormentava os jornalistas. Além do notável tricampeonato na competição, Nelson Piquet é lembrado pela ultrapassagem mais bonita da história do automobilismo, quando superou o compatriota Ayrton Senna pela lado de fora em uma curva fechada do circuito de Hungaroring na Hungria em 1986.Manobra ousada e perigosa que ninguém jamais conseguiu fazer parecido.

 

 

Paula Pequeno.

Esportistas de Brasília.

A jogadora de vôlei Paula Pequeno. Imagem: Wikipedia.

 

 

Nascida em Brasília, iniciando no esporte pelo clube da ASBAC, a grande Paula Pequeno é bicampeã Olímpica (Pequim 2008 e Londres 2012) de vôlei pela seleção brasileira.

 

Mesmo passando por lesões, como a que a deixou de fora das Olimpíadas de Atenas em 2004, Paula persistiu na carreira até retomar a sua melhor condição, esbanjando um talento incrível que lhe rendeu incontáveis títulos.

 

Em sua melhor fase, esteve no topo, sendo eleita por duas vezes a melhor jogadora de voleibol feminino do mundo (2005 e 2008), sendo ainda a única atleta brasileira a conquistar o título de MVP (melhor jogadora) de uma edição dos jogos Olímpicos.

 

 

Joaquim Cruz.

Esportistas de Brasília

Joaquim Cruz conquista ouro. Imagem: Globo Esporte.

 

 

Filho de uma família do Piauí que veio para a Capital Federal após a sua inauguração, Joaquim Cruz nasceu em Taguatinga, onde se destacou primeiro no basquete e depois no atletismo.

 

Conquistou o ouro olímpico na prova dos 800 m de atletismo em 1984 nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, e também nos Pan-americanos de Indianápolis em 1987 e em Mar Del Plata em 1995, ambos nos 1.500 m. Ainda conquistou a prata em Seoul em 1988.

 

O reconhecimento pelo feito único veio com o convite para ser o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura da Olimpíada de Atlanta em 1996 e a acender a pira olímpica nos Jogos Pan-americano do Rio de Janeiro.