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Há diversos momentos na vida em que nos vemos nos perguntando se não seria melhor trocar de imóvel. Seja para sair de um ambiente menor para outro maior, seja pela distância que a família fica do trabalho ou da escola, ou mesmo devido a chegada de um novo filho para o casal. Na vida não faltam motivos. Mas quando é a hora certa de se fazer isso?

 

Essa pergunta é importante porque um imóvel não é um bem qualquer, envolve um valor alto de investimento e, em muitos casos, mudar para outro endereço pode significar ter que quitar um financiamento, ou recorrer a um aluguel, ou alugar o próprio imóvel na hora de um buscar um outro, etc. Os cenários são diversos.

 

Como essa mudança não é tão simples, a primeira coisa que você deve fazer corretamente é ter certeza se o momento realmente demanda trocar imóvel. Por isso, abaixo vamos abordar alguns casos recorrentes em que buscar um novo imóvel é necessário.

 

 

Problemas no apartamento ou na localização.

Trocar de imóvel

Não troque de imóvel sem antes ponderar se isso não será necessário novamente em pouco tempo.

 

Ninguém planeja se indispor com o vizinho a ponto de se tornar insuportável (ou até perigoso, em alguns casos) continuar morando em um mesmo endereço. Mas acontece. Ás vezes o perfil dos moradores do seu prédio diverge do seu em diversos aspectos e de alguma forma isso causa aborrecimentos cotidianos ou insegurança em relação a convivência. Isso também acontece. Proibiram de ter pet no edifício ou aumentaram demais o condomínio. Tudo isso pode acontecer. Mas vale a pena mudar?

 

Outras vezes o problema é no imóvel, principalmente nos mais antigos. Pode ser um defeito como aquele vazamento que ninguém conserta, a instalação elétrica antiga que não suporta o seus aparelhos novos, etc. Às vezes até danos na infraestrutura ocorrem, desses que tiram o seu sono de qualquer um. Será que é horda mudar?

 

Há também a questão da localização. O endereço do seu trabalho ou da escola das crianças é distante e com o crescimento da região e do trânsito ficou inviável realizar o trajeto diariamente. Ou o seu bairro por algum motivo está perdendo suas características e começou a se desvalorizar. Ou ainda, toda a vizinhança começou a se verticalizar e as obras nunca acabam, tendo que lidar com barulho, sujeira, ruas parcialmente ocupadas, etc. Eaí, chegou a sua vez de se mudar?

 

Entendemos que todos os problemas acima podem se tornar motivo de mudança e que o desgate emocional ou os riscos em alguns desses casos o obriguem a deixar o imóvel. Se esta é a sua situação, tente casar o problema com o momento da sua família. De repente, já era hora de buscar um espaço maior, ou uma configuração diferente de apartamento que melhor atendenda a rotina da sua casa.

 

O importante é evitar sair do imóvel agora para outro que você terá que trocar em poucos anos. Já pense adiante e se planeje de forma a enxergar melhor o próximo passo.

 

 

Casar e divorciar.

 

“Quem casa quer casa, diz o ditado, sendo que basta ‘juntar’ para começar a dividir um teto. Mas escolher o imóvel exige dedicação e companheirismo, permitindo que o casal faça compromissos conjuntos que sejam bons para os dois. A começar pela decisão de comprar ou alugar.” [1]

 

Já abordamos o tema de como planejar o imóvel para o novo casal no artigo “Imóvel para uma vida a dois”, mostrando que o “seu canto no mundo agora é um refúgio a dois, não um esconderijo. Você nunca mais estará sozinho. E se souber conciliar isso com amor e paciência, a alegria será um hóspede constante nesse imóvel.” Logo, mesmo que você já more em um imóvel é preciso considerar se mesmo atende as demandas do cônjuge.

 

Casar é sempre um marco importante para a aquisição de um imóvel ou para a troca. E isso deve ser feito com paciência e atenção para que o espaço do casal não seja motivo de desgaste entre os dois. Pensando-se, inclusive, em como lidar com o imóvel no caso de uma separação.

 

No divórcio, geralmente um dos dois acaba deixando o imóvel em algum momento. Há casais que preferem conviver até resolver a partilha. Em ambos os casos, ao final do processo apenas um ficará no imóvel ou, como é comum acontecer, nenhum dos dois, tendo em vista que pode ser necessário liquidar o bem. Não que seja obrigatório, pois “se no cartório estiver especificada a porcentagem do bem que pertence a cada um deles é possível o ajuizamento de uma ação de cobrança de aluguel pelo uso exclusivo.” [2]

 

Esperar para vender o imóvel do casal com calma é sempre a melhor solução, afinal, para se ter velocidade de venda é necessário diminuir o preço, perdendo-se assim dinheiro.

 

 

Quando o imóvel fica pequeno ou grande demais.

Trocar o imóvel

Em algumas situações o que mais precisamos é de um espaço menor.

 

A maioria das pessoas pensam em trocar de imóvel quando chegam os filhos. É o caso clássico. Troca-se o 2 quartos por um 3 quartos e tudo se resolve.

 

A cilada mais comum nesse contexto é esquecer que as crianças em poucos anos se tornarão adolescentes. Alguns casais ignoram isso ao antecipar a mudança para um 3 quartos pequeno, ou com apenas um banheiro, não prevendo o mundo à parte que garotos e garotas criam dentro do universo familiar e suas necessidades. Isso pode obrigar a família a ter que trocar novamente de imóvel.

 

E por fim, há um caso que poucos se atentam embora seja muito comum: quando o imóvel fica grande demais. É uma situação comum para casais mais velhos quando os filhos se mudam, ficando sozinhos em um imóvel oneroso que dá muito trabalho para cuidar sem haver ainda a necessidade de tanto espaço.

 

Este pode ser outro momento para se trocar de imóvel, talvez o mais fácil já que pela primeira vez o objetivo é ir para um imóvel menor. Ainda assim, o faça com muita atenção. Logo chegarão os netos e é bom reservar um cantinho para eles no seu novo espaço de modo a não se arrepender depois ou, quem sabe, até precisar mudar novamente.

 

 

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Imagens: FreePik

[1] Artigo Imóvel para uma vida a dois

[2] Fonte: Revista Exame